Quem responde essa pergunta por telefone, sem conhecer o seu processo, está chutando. E chute em software costuma virar projeto abandonado no meio.
O que dá para explicar com honestidade é como o preço se forma. Com isso, você avalia qualquer proposta com critério.
As cinco variáveis que definem o custo
1. Quantidade de regras de negócio
Não é o número de telas. É o número de decisões que o sistema precisa tomar sozinho. Um cadastro simples é barato; um cálculo de comissão com sete condições é caro.
2. Integrações
Cada sistema externo conectado adiciona trabalho: autenticação, tratamento de erro, sincronização, teste. Integração com API bem documentada é rápida; com sistema antigo sem documentação, não.
3. Volume e criticidade
Um sistema usado por cinco pessoas em horário comercial e um usado por quinhentas em tempo real exigem arquiteturas diferentes — e custos diferentes.
4. Migração de dados
Trazer histórico de um sistema antigo costuma ser subestimado. Dados duplicados, formatos inconsistentes e cadastro sujo consomem tempo real.
5. Prazo
Prazo curto exige mais gente em paralelo. Urgência tem preço.
As faixas de projeto
Sem falar em valores fechados, dá para descrever faixas de complexidade:
Módulo específico — resolve um gargalo pontual. Uma automação, um painel, um fluxo de aprovação. Semanas de trabalho.
Sistema departamental — cobre a operação de uma área inteira, com integrações e permissões. Alguns meses, entregue em partes.
Plataforma completa — substitui vários sistemas, com múltiplos perfis, integrações e migração. Projeto longo, sempre em fases.
O erro é tentar começar pela terceira faixa. Quase sempre a primeira já resolve o problema mais caro.
O que costuma ficar fora do orçamento e aparece depois
Peça para o fornecedor deixar explícito:
- Infraestrutura e hospedagem
- Licenças de serviços de terceiros
- Migração de dados
- Treinamento da equipe
- Manutenção e suporte pós-lançamento
- Evolução e novas funcionalidades
Proposta que não menciona esses itens não está mais barata. Está incompleta.
Como reduzir o custo sem estragar o projeto
Comece pelo gargalo mais caro. O módulo que economiza mais horas paga o resto.
Reduza escopo, não qualidade. Cortar teste e documentação sai caro depois.
Aproveite o que já existe. Se o ERP funciona, integre em vez de substituir.
Defina o processo antes. Cada mudança de regra durante o desenvolvimento custa mais do que teria custado decidir antes.
O sinal de alerta mais importante
Desconfie de orçamento fechado dado antes do diagnóstico. Existem duas possibilidades: ou o fornecedor vai entregar menos do que você espera, ou vai cobrar aditivo no meio do caminho.
Projeto sério começa com uma etapa de diagnóstico paga ou não, mas sempre anterior ao valor final.
Perguntas frequentes
Dá para pagar parcelado? Na maioria dos casos, o pagamento acompanha as entregas parciais — o que também protege você.
Quanto custa manter depois? Manutenção costuma ser uma fração do projeto por mês, cobrindo correção, suporte e pequenas evoluções.
Software sob medida é mais caro que mensalidade? No começo, sim. Ao longo de três anos, costuma inverter — principalmente se a empresa crescer.
Conclusão
Preço de software é consequência do escopo, e escopo é consequência do diagnóstico. Quem pula a primeira etapa paga a conta na terceira.
Se você quer um número realista para o seu caso, agende uma conversa: entendemos o processo e apresentamos a proposta com o que entra em cada fase.
Quer isso aplicado no seu negócio?
A Atlas Studio faz o diagnóstico da sua operação e devolve um plano com prioridade definida — o que dá retorno primeiro, em que ordem e por quê.